Kroll presenteou Felipe Ximenes com um agasalho oficial do Macaé Esporte
Felipe Ximenes transformou o Coritiba FC
Guilherme Kroll, ex-Gerente do Macaé Esporte e que compareceu representando a Cabofriense, ficou impressionado com a liderança e dinamismo desses 2 jovens que estão fazendo história no futebol brasileiro.
Ximenes é um modelo do que deve ser um executivo no futebol profissional brasileiro
`Hoje eu entendi melhor o porque de quase todos os grandes clubes do Brasil desejarem ter executivos com esse perfil. Eles são profissionais que trazem enorme retorno às estruturas que estiverem comandando. O executivo é um profissional que representa o interface entre a diretoria amadora e todos os profissionais do departamento de futebol. Tem que ter enorme domínio sobre todas as áreas que forem pertinentes com a formação de base e com o rendimento dos profissionais`, declarou Kroll, envaidecido com tratamento que lhe foi dispensado no meio dos
grandes executivos do futebol brasileiro.
`Fui o único representante dos clubes de médio investimento do futebol carioca. O aprendizado foi enorme e pretendo atuar intensamente na entidade que está sendo criada para defender essa nova profissão´,finalizou Kroll, sempre lembrando de agradecer ao prof. Mário Marques, técnico da Cabofriense, e ao Márcio Thompson, excelente gerente de futebol, que está reorganizando a equipe de Cabo Frio para retomar seu caminho de glórias.
VEJA MAIS SOBRE FELIPE XIMENES:
Felipe Ximenes: “A principal mudança foi de mentalidade”
Amigos blogueiros, dando continuidade à nossa série de entrevistas com os
dirigentes dos clubes que subiram para a Série A, nosso convidado de hoje é o coordenador de futebol do Coritiba, grande campeão da Série B, Felipe Ximenes.
Felipe assumiu o Coxa no final de abril de 2009 para a disputa da Série A no ano do centenário do clube. Mas terminou com um rebaixamento traumático e com integrantes de uma torcida organizada protagonizando uma batalha campal no gramado do Couto Pereira. Ele e o técnico Ney Franco, porém, permaneceram e tiveram a missão não só de recolocar o clube na elite do futebol brasileiro, como também recuperar o orgulho da torcida. O clube se reorganizou e teve um excelente 2010, com os títulos paranaense e da Série B (este jogando o primeiro turno inteiro da competição com o mando longe de casa, em Joinville), ambos com campanhas irretocáveis.Nessa entrevista exclusiva, feita por email, Felipe Ximenes conta como foi o planejamento para 2010 mesmo com tantos problemas, os motivos que levaram o Coritiba ao sucesso, preparação para o ano que vem, além de muitos outros assuntos. Confira!
Revista Série B: Felipe, você viveu nos 2 últimos anos momentos opostos no Coritiba. Em 2009 o clube caiu para a Série B em uma situação traumática, pelo fato de ter sido no Centenário e por tudo o que aconteceu no Couto Pereira. Este ano deu a volta por cima com louvor, ganhando o Paranaense e a Série B. Qual é o seu sentimento hoje?
Felipe Ximenes: Em 2009 aconteceram equívocos de muitos setores do clube que comprometeram o trabalho e o resultado final daquele ano. Não nos cabe procurar culpados, mas cada um tem de assumir sua parcela de responsabilidade. Infelizmente os desdobramentos foram os mais traumáticos. Hoje, o que importa é o sério trabalho feito em 2010 e o sentimento de dever cumprido, com profissionalismo e seriedade.
Revista Série B: No começo do ano você imaginava que o Coritiba teria um 2010 tão bom assim?
Felipe Ximenes: A confiança no trabalho sempre existiu. Tínhamos certeza que não seria nada fácil e não foi. Jogar 2/3 do campeonato fora de casa, com dificuldade de arrecadação, viagens cansativas, tudo contribuída para um caminho diferente. Realizamos um planejamento e cada profissional do Coritiba soube fazer muito bem seu papel. As pessoas demonstraram seriedade e comprometimento com a causa. Isso foi fundamental. O resultado foi que isto refletiu dentro de campo. Então tínhamos em mente que seria um ano muito complicado e apenas o trabalho e envolvimento era a solução para qualquer percalço.
Revista Série B: A gente entrevistou o Ney Franco duas vezes
Felipe Ximenes: Agradeço ao Ney e a toda sua equipe por tudo o que fizeram no clube e pelo legado de caráter que deixaram no Coxa. O Coritiba é uma grande instituição e a renovação na sua forma de pensar deu mostras de que é possível retomar o caminho de conquistas que tanto marcaram o clube ao longo dos seus 101 anos de história. Profissionalizamos setores, aproveitando nosso pessoal e trazendo gente nova para reforçar a estrutura. Unificamos o departamento de futebol, agora base e profissional são uma única frente. Os departamentos médico, fisiologia, nutrição, preparação física, todos foram reestruturados de maneira a otimizá-los. A parte financeira foi tratada com austeridade e pontualidade, fundamentais para o sucesso dentro de campo. Mas é muito importante destacar que a principal mudança foi de mentalidade. Esperamos que a organização atual do Coritiba possa fazer com que o clube caminhe dentro de uma gestão moderna e planejada.
Revista Série B: Por falar no Ney Franco, qual a importância dele no sucesso do trabalho?
Felipe Ximenes: Fundamental. O Ney Franco mostrou caráter e competência. Um profissional como poucos. Qualquer coisa que se diga será chover no molhado. O Ney Franco deixou seu nome gravado na história do clube para sempre.
Revista Série B: Quais foram as maiores virtudes do clube? E as maiores dificuldades encontradas?
Felipe Ximenes: As virtudes foram planejamento, comprometimento, profissionalismo e competência. Em relação às dificuldades, além da desconfiança inicial, o fato de termos de jogar tantas partidas fora de casa, com viagens excessivas desgastando o elenco. As vitórias neste período valiam muito mais. Estes atletas foram verdadeiros heróis.
Revista Série B: O que muda com a saída do Ney e a entrada do
Felipe Ximenes: Independentemente da grandeza de qualquer profissional, a instituição é sempre maior. Tenho certeza que o Marcelo fará o seu melhor pelo Coritiba.
Revista Série B: O que pesou na escolha do Marcelo Oliveira? A opinião do Ney foi levada em consideração?
Felipe Ximenes: Não apenas a opinião do Ney, mas de toda a cúpula do futebol coxa branca. Mas sem dúvida o que mais pesou foi o conhecimento que temos da capacidade de trabalho do Marcelo.
Revista Série B: Em relação à formação do elenco para o ano que vem, vocês renovaram com vários jogadores do elenco atual. Isso é um sinal de que os reforços serão pontuais?
Felipe Ximenes: Acreditamos muito na continuidade do trabalho. Temos certeza que é o caminho menos longo para o sucesso. Certamente os reforços serão pontuais.
Revista Série B: Quais são as maiores carências do elenco, na sua opinião?
Felipe Ximenes: Não gosto de expor carências de elenco junto a opinião pública. Penso que é um assunto interno e desse forma será tratado.
Revista Série B: Para finalizar, o que o torcedor do Coritiba pode esperar de 2011?
Felipe Ximenes: O torcedor deve continuar a fazer o que sempre fez: torcer, cobrar, vibrar e, principalmente, se associar ao clube


Nenhum comentário:
Postar um comentário